quarta-feira, 23 de março de 2011

E Jesus Era Casado...

O Artigo a seguir faz parte de uma investigação particular e não possui intenção de constranger ou agredir qualquer crença ou religião. Como cabalista, investigo os mistérios, e não sou dogmático.


            
           Nem Dan Brown esperava por esta, e nem mesmo encontrou evidências de que Jesus fora mesmo casado com Miriam de Magdala.
            Antes de revelar as evidências deste tão procurado segredo, vamos conhecer um pouco sobre o casamento na tradição dos antigos hebreus.

            O Talmude, ao ser redigido, codificou os hábitos que haviam sido estabelecidos ao longo das gerações. A lei talmúdica estabelece que quando um homem e uma mulher decidem casar-se, ele precisa dizer-lhe que ela passa a ser sua esposa. Ela, por sua vez, deve aceitar de livre e espontânea vontade. Tal ato deve ser realizado diante de duas testemunhas válidas, mediante uma das formas aceitas pelo judaísmo para se contrair matrimônio, entre as quais, a entrega simbólica de uma soma em dinheiro, uma garantia escrita ou através do Kidushei Biá, ou Matrimônio por Cohabitação (relação sexual). Neste último caso, a cerimônia terminava com a mulher entrando na tenda do marido, ato que marcava o início de uma vida em comum. As duas últimas formas de contratar casamento não são mais usadas.

Na época talmúdica o casamento era feito em duas etapas. A primeira era a promessa ou "noivado" - em hebraico, erussin ou kidushin. Era de fato um compromisso moral, que podia ser revogado por uma das partes. Possuía praticamente a validade do matrimônio, mas não concedia direitos aos envolvidos. Era também chamado de kidushin (consagração ou dedicação) pois era, de fato, quando a noiva era "prometida" ao noivo.

No ato do noivado, o homem entregava à futura esposa um presente cujo valor devia ser maior do que uma moeda. A partir do século VII o presente foi substituído por um anel sem pedras preciosas. Este era colocado pelo noivo no dedo indicador direito da noiva, depois da prece recitada por um oficiante, dizendo: "Harei at mekudeshet li, betabaat zu kedat Moshe ve-Israel" (Eis que me és consagrada por esse anel, segundo a lei de Moisés e Israel). Ao colocar o anel no dedo da noiva, o rapaz efetivava seu vínculo com ela.

Algum tempo após o noivado, a cerimônia de casamento, propriamente dita, em hebraico nissuin, era oficiada sob a chupá, na presença de duas testemunhas competentes com a recitação das sete bênçãos tradicionais - Sheva Brachot. A cerimônia era realizada sob a chupá, o pálio nupcial, simbolizando o lar do novo casal e "cobrindo" ou protegendo-o nesta fase abençoada e sagrada de sua vida. Este "lar" simbólico, a chupá, é o que permite que a cerimônia seja realizada em qualquer lugar.

(O artigo foi extraído do site da Revista Morashá: http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=123&p=2)

A Noiva de Jesus

No capítulo dois do evangelho de João, nós encontramos a narrativa do que ficou conhecido como o primeiro milagre de Jesus de Nazaré: As Bodas de Cana da Galiléia.

Eis o verso: “Três dias depois, houve um casamento em Cana da Galiléia, achando-se ali a mãe de Jesus”.

Como tudo mais na bíblia traduzida para vários idiomas pelos padres tradutores, este verso também foi manipulado na sua tradição para esconder a verdade e ajudar na criação do “Mito Jesus”.

O passuq (verso) traduzido para o hebraico, uma vez que o original estava em aramaico, não diz o que lemos acima. Eis o verso hebraico:
“U´va´iom há´shilishí haytá chatuná be´Qaná asher ba´Galil ve´ima Yeshua haytá sham (Shorat Iochanan pereq 2, 1º passuq)”.

A tradução correta deste verso seria: “E no terceiro dia, havia uma noiva em Qaná da Galiléia, e a mãe de Jesus estava ali”.
O termo que foi traduzido para casamento em todas as bíblias neste verso é “Chatuná” que é o feminino de “Chatan” que significa “Noivo”. Não existe aqui o termo “Nissui (Casamento)” e nem mesmo “Qidushin” amplamente usados na antiguidade e no Talmude.

Grande parte do mistério aqui reside no fato de que, Qaná era próxima de Magdala, cidade de origem de “Maria Madalena (Madalena vem de Magdala)”. Outra pergunta interessante é o por que a mãe de Jesus estava ali, na casa da noiva?
Outro mistério reside no fato de que os nomes tanto da noiva como do noivo não são mencionados, e isto é muito estranho, uma vez que qualquer biografo mencionaria os nomes dos participantes da sua obra biográfica. Por que João não o fez? Ou será que fez? E os tradutores, a fim de ocultar a verdade, retiraram os nomes durante a tradução?

O Vinho

“Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não tem mais vinho (Shurat Yochanan 2: 3)”.

O termo para vinho no hebraico é “Yain” cujo valor numérico das letras hebraicas que o compõe é 70. Em qabalá, sabemos da importância deste valor numérico, porque ele é o mesmo da palavra “Sód” que significa “Mistério/segredo”. De fato, o milagre da água transformada em vinho alude a um mistério, um segredo: A identidade do noivo.

Ora, o que tinha a mãe de Jesus haver com um dos principais ingredientes da cerimônia de “Qidushin”? Seria ela, porventura, a mãe do noivo? Um vez que deveriam ser os parentes do noivo os encarregados deste ingrediente primordial.
O fato da mãe de Jesus estar na casa da noiva, na cidade de Qaná, que era próxima a cidade de Magdala, e avisar a ele que o vinho havia acabado, constitui uma evidencia de que o próprio Jesus era o noivo e era este o seu Qidushin, a sua cerimônia de casamento, razão do porque sua mãe já se encontrava na residência da noiva, ou no local onde a chupa fora armada.
A evidencia disto está na resposta que Jesus da à sua mãe: “Mulher, o que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora (Yochanan 2:4)”. Além de ser uma resposta mau criada dada de um filho para sua mãe, o que fica evidente é o que Jesus diz “...ainda não é chegada a minha hora”, e a pergunta é “que hora?” A resposta é simples: A hora da cerimônia, do casamento, das “Shevá Brachot” serem recitadas, da noiva dar sete voltas ao redor do noivo.

O que eu estranho aqui é que, o realizador da cerimônia, ou seja, o rabino que conduziria o Qidushin, sequer é mencionado. Uma biografia cheia de falhas.

Evidencias

1.      Qaná (Cana) da Galiléia era próxima da Aldeia de Magdala, acaso?
2.      É usado o termo “chatuná (noiva)” o feminino de “Chatan (noivo)”, acaso novamente?
3.      A noiva eram Miriam de Magdala (Maria Madalena), razão do porque o casamento fora em Qaná da Galiléia que era próxima de Maglada, e ambas eram próximas de Nazaré, acaso?
4.      A identidade do noivo é evidenciada, revelada, quando Miriam, a mãe, vem ao noivo Jesus e o comunica que o vinho havia acabado.

O Mistério Das Talhas de Pedra

            “E estavam ali, seis talhas de pedra... (Shurat Yochan 2:6)”. É interessante notar que o numero de talhas não fora cinco, ou sete, mais seis, e isto é importante. Na estrutura metafísica da Etz Há´Chaiim (A Árvore das Vidas), o mundo superior, o partzuf de Zeir Anpin (A pequena face) é composto pelas seis sefirot de chessed, guevurá, tiféret, netzach, hód e yesod, e que também é chamado pelo nome código de “chatan (noivo)”, enquanto malchut, a sétima sefirá, é chamada de “calá ou chatuná (ambas palavras significam noiva)”.
            Com este achado, encontramos, mais uma vez, evidencia de que Jesus era o noivo, o encarregado de fornecer o vinho para os convidados da sua própria cerimônia de Qidushin.

            Por que será que Dan Brown, autor de Da Vince Code, não viu isto? Uma vez que, até mesmo teologia ele estudou.

            E Jesus era casado...

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